Em tempos de discursos que relativizam ou apagam o passado, discutir o papel da memória torna-se uma urgência democrática. Este painel convida os participantes a refletirem sobre a memória como ferramenta política e dimensão essencial para a construção de cidadania, reconhecimento de direitos e fortalecimento de vínculos sociais. A forma como lembramos – ou escolhemos esquecer – está diretamente ligada à possibilidade de produzir justiça, enfrentar desigualdades históricas e consolidar práticas democráticas verdadeiramente inclusivas.
A partir de experiências e iniciativas que trabalham com narrativas, marcos simbólicos e arquivos históricos, será debatido o papel que a filantropia pode desempenhar no apoio a projetos e organizações comprometidas com a preservação e valorização de memórias coletivas – especialmente aquelas silenciadas pelas estruturas de poder. A mesa buscará iluminar caminhos para um engajamento mais estruturante do setor com o tema. Honrar a memória é uma forma de compreender o presente e projetar o futuro que queremos.