Segundo nosso ordenamento jurídico-legal, a criança e o adolescente devem ser prioridade absoluta na garantia de uma série de direitos e proteção. Evidências de diferentes ciências reforçam, em particular, a importância dos primeiros 6 anos de vida do indivíduo. Um ambiente protetivo e saudável é imperioso para o desenvolvimento integral. Fatores como segurança alimentar e nutricional, o acesso a diferentes serviços, a proteção contra violências, o combate à pobreza multidimensional, ao racismo, a proteção contra eventos adversos como os decorrentes das mudanças climáticas, a saúde mental das crianças adolescentes e suas famílias são imperativos para tanto.
Mas será que a prioridade absoluta de fato acontece? E acontece para TODAS as crianças?
O painel apresenta, a partir de dados de diferentes áreas, um panorama das profundas desigualdades étnico-raciais, socioeconômicas e territoriais (CEP) que atravessam as múltiplas infâncias brasileiras do começo à vida à adolescência.